O Dicionário crítico de Teologia publicado em co-edição por Paulinas e Loyola constitui um marco importante no amadurecimento da reflexão teológica no Brasil: fazer teologia a partir da realidade histórica superando as fronteiras eclesiásticas e denominacionais no âmbito visceralmente ecumênico cristão e no seio do pluralismo religioso que caracteriza a história da humanidade em particular nossa época num diálogo radical com a cultura e com o pensamento filosófico. Sem conhecê-lo e freqüentá-lo é quase impossível saber o que é esse Dicionário ao mesmo tempo teológico e crítico. A teologia que pratica e na qual inicia os leitores está nas antípodas da dogmática. Caracteriza-se pela elaboração de um discurso racional sob certo aspecto científico ou filosófico que leva em consideração a fé em Deus tal como se manifestou em Jesus - tratando-se por isso de uma teologia cristã. Do ponto de vista da estrutura desse discurso podemos dizer que se trata de: Um discurso assimilável pelos homens e mulheres de hoje com sua mentalidade formação universitária e visão de mundo que nos caracteriza por cima de todas as fronteiras eclesiásticas e num certo sentido religiosas. Um discurso acima de tudo intelectualmente honesto e racionalmente coerente em continuidade com a evolução do pensamento crítico desenvolvido pela modernidade e na fase desconstrutivista da pós-modernidade - o que explica a presença importante entre os verbetes dos grandes filósofos ocidentais a partir de Descartes e sua valorização na forma de se entender cristãmente o mundo.