Os Atos de Filipe chegaram a nós por meio de manuscritos antigos, escritos em grego, que são cópias, feitas entre os séculos X e XIV, de textos
datados entre os séculos IV e VI, mas que quase certamente continham trechos com tradições de várias épocas, talvez desde o século II. Essa obra como
chegou até nós contém quinze Atos, sendo que o último continua num relato de outras viagens de Filipe até seu martírio. Devido à censura, o Décimo Ato
foi propositalmente arrancado, e há partes ausentes também de outros Atos, provavelmente pelo mesmo motivo.
A saída da Galileia, a entrada na Grécia, a passagem por Pártia, a cura realizada em Azoto, os acontecimentos em Nicatera, o cabrito e o leopardo que
creram e pediram a Eucaristia, a morte do dragão, a chegada a Hierápolis/Ofiorima, a cura da cegueira de Estáquis, a conversão de Nicanora são alguns
dos temas dos Atos de Filipe.